ADR - American Depositary Receipt: É um certificado, emitido por bancos norte-americanos, que representa ações de uma empresa fora dos Estados Unidos. Muitas empresas brasileiras têm suas ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque através deste instrumento. A empresa ganha visibilidade no mercado internacional e pode ter maior facilidade em captar recursos no exterior, através de empréstimo ou mesmo emissão de novas ações.
After Market: pregão eletrônico noturno, que ocorre após o fechamento do horário normal de negociações da Bolsa. Nesse segmento, os investidores podem fazer negócios com as mesmas ações que estão no pregão normal. Há uma oscilação máxima permitida aos preços em relação ao fechamento da sessão normal.
Agências de Rating: empresas com experiência na análise de risco de instituições públicas e privadas, financeiras ou não. Por meio de análises criteriosas, estas agências atribuem uma classificação (rating, nota) às empresas ou aos países analisados. Esta nota serve como indicador de risco para os investidores.
Alavancagem: "leverage" financeiro - alavancagem financeira. Grau de utilização de recursos para aumentar as possibilidades de lucro, aumentando, conseqüentemente, o risco da operação. É muito utilizado nos mercados a prazo."
Imagine que um investidor queira comprar R$ 50 mil em determinada ação e disponha de apenas R$ 30 mil. Esse investidor tem tanta certeza de que vai obter lucro com o papel que pede um empréstimo de R$ 20 mil para cobrir o restante da operação. Se as previsões dele se concretizarem, ao fim de determinado período poderá vender o papel e apurar dinheiro suficiente para pagar o empréstimo e ainda lucrar. Mas, se a ação se desvalorizar, ele terá que conseguir mais dinheiro para cobrir o prejuízo. A isso, o mercado dá o nome de alavancagem.
Andar de lado: expressão utilizada para classificar um mercado fraco, sem liquidez, quando compradores e vendedores estão retraídos. Os preços sobem um pouco, caem um pouco, e não há uma tendência nítida para o comportamento das ações. Também significa um mercado estagnado.
Ativo: é classificado como ativo tudo aquilo que é de bem e de direito hoje e futuro de uma pessoa ou instituição, como por exemplo, ações, imóveis, dinheiro em espécie, títulos e etc.
Bear: pessoa com uma previsão pessimista sobre o desempenho dos mercados. Bear é uma posição antagônica à posição do Bull.
Bonificação em ações: (filhotes) ações emitidas por uma empresa em decorrência de aumento de capital, realizado pela incorporação de reservas e/ou de outros recursos, e distribuídas gratuitamente aos acionistas, na proporção da quantidade de ações que já possuem.
Bolha: é uma alta exagerada na cotação de um ativo ou produto, sem fundamentos para isso. Em geral, é provocada pela especulação do mercado e pode "estourar" a qualquer momento, derrubando os preços. No caso atual, a bolha imobiliária foi provocada pela expansão desenfreada do crédito.
Blue chip: ação de grande liquidez e procura no mercado de ações por parte dos investidores, em geral de empresas tradicionais e de grande porte.
Bull: especulador com visão otimista do mercado. Bull é uma posição antagônica à posição do Bear
Bull Market: longo período de alta dos preços dos ativos.
Call: é uma opção de compra de uma ação.
Capital Aberto: característica do tipo de sociedade anônima em que o capital, representado por ações que podem ser negociadas na Bolsas de Valores , é dividido entre muitos e indeterminados acionistas.
Capital de risco: capital investido em atividades ou investimentos, nos quais existe possibilidade de perdas e ao mesmo tempo possibilidade de ganhos superiores aos habituais.
Circuit Breaker (CB): expressão em inglês que significa interruptor de circuito. É a norma de proteção adotada pelas bolsas, que possibilita a interrupção imediata do pregão quando o índice tiver uma queda acentuada em um período de tempo específico. No caso da Bovespa, o circuit breaker é adotado quando o Ibovespa tem uma queda de 10% em relação ao fechamento do pregão anterior, levando a uma paralisação de 15 minutos das negociações. Caso a queda atinja 15%, a paralisação será de uma hora.
Commodities: termo em inglês que significa mercadorias. É utilizado para indicar produtos primários negociados entre importadores e exportadores. Uma commodity costuma ter características muito parecidas com as de outros produtores, permitindo que sejam cotadas nas Bolsas de Valores. Os produtores de commodities são considerados "price takers", ou seja, são tomadores de preços, não podendo individualmente afetar as cotações dos produtos produzidos. Café, soja, milho, trigo e petróleo são exemplos de commodities. No Brasil, as commodities são negociadas na BM&F.
Corretagem: taxa de remuneração de um intermediário financeiro na compra ou venda de títulos
Crack: ocorre quando as cotações das ações declinam velozmente para níveis extremamente baixos.
Custódia: local onde são guardados e registrados os títulos em nome de quem os comprou, garantindo a sua propriedade. Os títulos negociados pela Bovespa são custodiados pela CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia). Sendo assim quando você compra uma ação ela fica na CBLC e não na corretora, gerando muito mais segurança para os investidores.
Daytrade: conjugação de operações de compra e venda dos mesmos títulos, realizadas em um único dia para um mesmo comitente e liquidadas por meio de um único agente de compensação, cuja liquidação é exclusivamente financeira. (É comprar uma ação ou opção e vendê-la no mesmo dia.)
Derivativo: ativo cujo valor e características de negociação derivam de outro ativo que serve de referência. Bancos e financiadoras criaram derivativos "empacotando" os créditos que tinham a receber dos tomadores dos empréstimos imobiliários, que foram revendidos a investidores em todo o mundo.
Dividendos: uma empresa deve dividir os lucros com seus acionistas. Essa parcela direcionada aos detentores de ações é conhecida como dividendo. Ou seja, os dividendos correspondem à parcela de lucro distribuída aos acionistas, na proporção da quantidade de ações detida, apurado ao fim de cada exercício social. O estatuto social de uma companhia pode estabelecer o dividendo mínimo a ser distribuído, desde que não seja inferior a 25% de seu lucro líquido ajustado. Caso não haja previsão no estatuto social, o dividendo obrigatório deve corresponder, no mínimo, à metade do lucro líquido ajustado.
GAP: um gap ("diferença" ou "intervalo") aparece quando o mercado de um título, sofrendo uma interrupção em sua negociação, provoca uma diferença entre o preço de fechamento e o preço de abertura do título. Um fato novo pode ter ocorrido neste intervalo, provocando uma reavaliação por parte dos investidores acerca do valor do título.
Hedge: instrumento que visa proteger operações financeiras do risco de grandes variações de preço em um determinado ativo. Esse movimento de proteção é chamado, no jargão do mercado, de "fazer um hedge" ou "se hedgear". Na prática, o hedge pode ser feito através de operações nos mercados derivativos (opções e futuros) ou ainda assumindo uma posição em outro ativo que tenha comportamento inverso ao do ativo que se queira proteger.
Home broker: canal de relacionamento entre os investidores e as sociedades corretoras, para negociações no mercado acionário, permitindo o envio automático de ordens de compra e venda de ações pela Internet e possibilitando acesso às cotações em tempo real e acompanhamento de carteiras de ações, entre vários outros recursos.
Índice Dow Jones: equivale ao Ibovespa nos Estados Unidos. Mede a performance de uma carteira hipotética composta pelas 30 ações mais negociadas na Bolsa de Valores de Nova York.
Índice Preço/Lucro - P/L: indicador que representa o resultado da divisão do preço de uma ação no mercado, em um instante, pelo lucro líquido anual da mesma. Assim, o P/L é o número de anos que se levaria para rever o capital aplicado na compra de uma ação, pelo recebimento do lucro gerado por uma empresa. Para tanto, torna-se necessário que se condicione essa interpretação à hipótese de que o lucro por ação se manterá constante e será distribuído todos os anos.
Insider: é aquele que faz uso de informações privilegiadas (que ainda não se tornaram de conhecimento público), beneficiando-se delas para obter maiores lucros no mercado financeiro.
Intraday: termo que se refere às operações realizadas no mesmo pregão.
IPO: é a oferta pública que se refere as ações, portanto é a primeira oferta de ações de uma empresa, isto é, quando ela abre seu capital e passa a vender ações na Bolsa de Valores, no caso do Brasil, na Bovespa. A expressão é formada pelas primeiras letras das palavras inglesas Initial Public Offering, isto é, Oferta Pública Inicial. É essa nomenclatura que marca o início das vendas de ações das companhias abertas
Lançador: no mercado de opções, é aquele que vende uma opção, assumindo a obrigação de, se o titular exercer, vender ou comprar o lote e ações-objeto a que se refere.
Liquidez: é a capacidade de converter um investimento em dinheiro. Quando mais fácil for a "troca", mais líquido é o investimento.
Lucro líquido por ação: ganho por ação obtido durante um determinado período de tempo, calculado por meio da divisão do lucro líquido de uma empresa pelo número existente de ações.
Market maker: também chamado de provedor de liquidez, é uma entidade contratada para "agitar" o mercado para um determinado papel, principalmente no caso de ações estreantes na Bolsa. O objetivo do market maker é basicamente formar preço, para que outros investidores se interessem pelo papel, e não tenham medo de ficar com um ativo sem liquidez na mão. Baseado em cálculos fundamentalistas, o market maker oferece ao mesmo tempo ofertas de compra (bid) e ofertas de venda (ask).
Micos: na bolsa de valores, as ações consideradas micos são aquelas com grande potencial de não terem mais compradores a partir de um fato iminente. São ações de alto risco pois o investidor que estiver com ela pode não ter para quem vender, ficar com o mico na mão. Não há qualquer relação com o tamanho da empresa, o Citibank, a GM e alguns outros bancos americanos foram colocados na categoria de micos tão logo tiveram suas entranhas contábeis expostas ao mercado.
Opção: direito de comprar ou vender um montante de um determinado ativo a um preço pré-estabelecido dentro de certo período de tempo. No lançamento da opção este direito é vendido por um prêmio, que é recebido pelo vendedor.
Opção de compra de ações: confere ao seu titular o direito de comprar ações-objeto, ao preço de exercício, obedecida as condições pela Bovespa. Além disso, o titular pode, a qualquer momento negociar seu direito de comprar em mercado, por meio da realização de uma operação de natureza oposta. Também denominado como "call", termo que vem do inglês.
Opção de venda de ações: dá direito ao titular de uma opção de, se o desejar, vender ao lançador um lote-padrão de determinada ação, por um preço pré-estabelecido (o preço do exercício), na data de vencimento da opção. Também denominado como "put", termo que vem do inglês.
Sardinha: gente como eu e você.
Spread: diferença entre a taxa que um banco consegue dinheiro e a que oferece ao mercado. Também é utilizado para definir a diferença entre o preço da oferta de compra e de venda
Strikes: conhecido como preço de exercício, representa o preço de compra ou de venda de um determinado ativo, válido na data de vencimento de uma opção.
Subscrição: lançamento de novas ações, por uma sociedade anônima, com a finalidade de obter os recursos necessários para investimento. Pode ser pública ou privada (somente destinada aos acionistas atuais da empresa). O preço e prazo oferecido aos acionistas são pré-estabelecidos.
Caso não haja adesão total dos atuais acionistas a subscrição de ações, as ações são novamente oferecidas ao mercado, no que se chama de sobras de subscrição.
Timing: jargão utilizado no mercado financeiro para indicar o momento mais adequado para realizar determinada ação financeira - investir, resgatar, comprar, vender.
Trader: termo em inglês que significa negociador. No mercado financeiro, um trader compra e vende títulos com base na vontade de um gestor de uma empresa de investimentos.
Tubarões: são os grandes operadores, corretoras representantes de grandes investidores e afins - com suas movimentações de milhões por dia - e, sardinhas, gente como eu e você.
Valuation: técnica empregada para definição do valor para um determinado ativo, seja ele uma empresa, um projeto ou simplesmente um imóvel.
Venda a descoberto: venda de ativos em bolsa de valores, que não estão disponíveis no momento da negociação, mas que se espera adquirir antes do dia marcado para a sua entrega. O investidor que faz uma venda a descoberto tem o objetivo de especular o preço do ativo.
